FUNPAJ – Fundação Padre José Koopmans - Dia Nacional de Lutas da Classe Trabalhadora contra o desmonte do Brasil.
Publicado em 15/03/2017 ás 09:43h por João Luiz Monti

Dia Nacional de Lutas da Classe Trabalhadora contra o desmonte do Brasil.

Manifestaçoes 15 março Liliane Cordeiro

Imagem: Registro de manifestação – passeata no dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência 15 de Março 2017. Liliane Cordeiro.

Hoje, 15 de Março 2017, um Dia Nacional de Lutas contra a destruição da Previdência e direitos dos trabalhadores, as principais representações da classe trabalhadora foram às ruas para dizer não às mudanças pretendidas pela elite neoliberal, capitaneada pelos principais partidos de direita no pais, capitaneada pelo pretenso “presidente” Michel Temer: a face do golpismo branco. Como era de se esperar, o seu maior instrumento de propaganda ideológica, a mídia global, pouco ou quase nada publicou na manhã de 15 de março, acreditando, ainda, desmobilizar a classe trabalhadora nas principais capitais do país.

Mas, contrariando essa manobra midiática os trabalhadores foram às ruas e não foi diferente no sul da Bahia. As principais representações se organizaram e fizeram um ato de repúdio às manobras presidencialistas, legislativas e judiciárias em curso no Brasil que intencionam esmagar o povo, tirando a proteção dos direitos assegurados pela CLT e pela seguridade nacional.

Dentre os principais retrocessos podemos destacar:

  • redução do valor geral das aposentadorias, exigência de 49 anos de tempo de contribuição para ter acesso à aposentadoria integral e a precarização da aposentadoria de trabalhadores e trabalhadoras rurais;
  • exigência de idade mínima para aposentadoria a partir dos 65 anos para homens e mulheres;
  • pensão por morte e benefícios assistenciais em valor abaixo de um salário mínimo;
  • elevação da idade para o recebimento do benefício assistencial (Loas) para 70 anos de idade;
  • exclusão de regras de transição vigentes;
  • impedimento da cumulação de aposentadoria e pensão por morte;
  • regras inalcançáveis para a aposentadoria dos trabalhadores expostos a agentes insalubres;
  • fim das condições especiais para a aposentadoria dos professores;
  • exigência de contribuição mínima de 25 anos para ter acesso à Previdência.

Contra esse descalabro da agenda burguesa que coloca em pauta e à fio de navalha o direito da classe trabalhadora, as representações da classe trabalhadora local – a CUT, UGT, NOVA CENTRAL, CTB, CONTAG, FETAG, FECOMBASE, Movimento Sem Terra (MST), sindicatos da Construção civil (SINTICESB), comerciários (SINDEC), extração e beneficiamento da madeira (SINTREXBEM), rurais (STR), professores (APLB SINDICATO), bancários (SINDIBANCÁRIOS) e estudantes (UJS) dos vários níveis de ensino – reunidas na Praça dos Leões em organização e marcha, possibilitaram à comunidade Teixeirense uma comunicação real dos riscos que correm os trabalhadores à cerca da perda de direitos conquistados na Constituição de 1988,  nas negociações coletivas, dentre outros.

Após a concentração os trabalhadores partiram em marcha, comunicações e panfletagens pelas principais avenidas do centro de Teixeira de Freitas e suas lideranças, sob trio, pronunciaram-se manifestando seu repúdio às representações burguesas que defendem as mudanças associadas aos interesses do capital financeiro rentista, posicionando-se claramente contra o congelamento por 20 anos dos investimentos no orçamento do Governo Federal implementado pela PEC 241 (a chamada PEC da morte); a destruição dos direitos conquistados no âmbito da seguridade social/previdência social ameaçados pela PEC 287; e à favor da deposição do “presidente” com sonoros FORA TEMER, o ator principal do golpe branco de direita.

Após o encerramento do primeiro dia de manifestações as representações conclamaram os trabalhadores à outras ações de suas categorias, especialmente, para outros atos de conscientização contra a reforma da previdência e de fortalecimento aos 3 dias de paralização da categoria dos profissionais da educação – APLB SINDICATO. Os professores municipais e estadual seguem em paralização até sexta-feira próxima e promoverão a realização de aula pública na Praça da Bíblia (manhã de quinta-feira), painel de debates na Câmara Municipal (noite de sexta-feira), dentre outras ações para o aprofundamento das questões levantadas no movimento de concentração e manifestações nacional dos trabalhadores.

*João Luiz Monti é Educador socioambiental, assessor sindical, coordenador e administrador de projetos com formação em pedagogia.

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